Teve lugar no Laboratório da Paisagem a Conferência Internacional “Comunicação e Ambiente”. Integrada no Ciclo de Conferências “Guimarães Mais Verde”, a conferência reuniu vários jornalistas da imprensa internacional, nacional e local à volta da temática ambiental e do papel que o jornalismo pode desempenhar na consciencialização dos cidadãos.

A abrir a conferência, Jorge Cristino, Presidente do Laboratório da Paisagem, fez um sumário do que tem sido a atividade destes 4 anos em que o equipamento opera no Concelho de Guimarães, e convidou todos os presentes para que se associem à Festa da Primavera, a decorrer este fim de semana. Em representação do Reitor da Universidade do Minho, Paulo Cruz referiu a importância do tema “sustentabilidade” na marca identitária da UM, destacando as parcerias entre a instituição e a Câmara Municipal de Guimarães, nomeadamente o AvePark, o Centro de Ciência Viva, o Instituto de Design, o Centro Avançado de Formação Pós-Graduada, o Instituto Cidade de Guimarães e o Laboratório da Paisagem.

Domingos Bragança, Presidente da Câmara, enfatizou a forte convicção e os afetos que estão envolvidos no caminho da sustentabilidade ambiental que Guimarães escolheu trilhar. “A emoção, o querer e o desejo que todos os cidadãos vimaranenses depositam nesta nova consciência ambiental são a chave do sucesso do Concelho de Guimarães na persecução de um futuro melhor, com mais qualidade de vida, bem-estar e saúde”, fez questão de referir. Com base na convicção de que o Património Natural é um bem da humanidade inalienável, Domingos Bragança não tem dúvida em afirmar que “nenhum interesse individual se poderá sobrepor a este bem comum”. Por esse motivo, deixar que a proteção da natureza, a consciência ambiental ou as boas práticas caiam num vazio é algo que, segundo o autarca, deve ser evitado. Domingos Bragança junta às dimensões física, digital e biológica a importante dimensão da cidadania, o verdadeiro motor da transformação, a par do conhecimento. “Queremos ganhar este desafio e estamos a trabalhar para isso”, concluiu.

Seguiram-se as comunicações dos britânicos Geoffrey Lean, um dos primeiros jornalistas ambientais de Inglaterra, e Richard Weyndling, a residir atualmente em Pamplona, este último com um profundo conhecimento da realidade ibérica em termos de políticas ambientais. Na última parte da conferência, houve tempo para uma mesa redonda onde participaram Sérgio Figueiredo, diretor de informação da TVI, Lavinia Leal, jornalista da RTP, Elsa Alves, da Agência Lusa, Arminda Deusdado, da produtora Farol das Ideias, Tiago Mendes Dias, correspondente do jornal Público, Eliseu Sampaio, do jornal Mais Guimarães, Joaquim Fernandes, do Grupo Santiago e Sónia Monteiro, jornalista da Rádio Fundação. “Como se comunica ambiente?” foi o mote para a conversa. Em cima da mesa esteve também a questão do equilíbrio das audiências: o que devem ouvir? O que querem ouvir?.

Fotos @ Konsta Lattu