O Laboratório da Paisagem integra o Secretariado de Gestão da Rede de Municípios para a Adaptação Local às Alterações Climáticas (RMpALAC), no âmbito do projeto ClimAdaPT.Local, promovido pela Agência Portuguesa de Ambiente e cujo Conselho Geral é presidido pelo Município de Guimarães.

A Rede de Municípios para a Adaptação Local às Alterações Climáticas (‘adapt.local’) – formalizada em março deste ano e que engloba já 31 Municípios de Portugal Continental, Açores e Madeira, para além de outras entidades de cariz público e privado diretamente ligadas a esta temática – realizou na passada quinta-feira, em Vilamoura, Loulé, o seu segundo Conselho Geral.

Este encontro, que decorreu no seguimento do quadro autárquico resultante das eleições de outubro, consagrou os órgãos da Rede para o quadriénio 2018-2021, tendo sido nomeadas, para a Mesa do Conselho Geral, as câmaras municipais de Odemira, Funchal e Guimarães (que preside), assim como, para o Conselho Coordenador, as autarquias de Torres Vedras, Tondela e Loulé (que preside).
Atualmente, a Rede de Municípios para a Adaptação Local às Alterações Climáticas representa cerca de 10% dos Municípios Portugueses, que por sua vez representa mais de 1/3 da população portuguesa.

Nesta reunião, foi igualmente decidido preparar um programa de ação para os próximos quatro anos que, incidindo sobre o reforço das políticas, ação e governação no quadro da adaptação às alterações climáticas que crescentemente se fazem sentir a nível local, será apresentado e debatido pelo Conselho Geral no primeiro trimestre do próximo ano.
Complementarmente, foi deliberado realizar o segundo seminário anual da Rede ‘adapt.local’, no final de 2018, na Figueira da Foz, o qual sucederá ao seminário inicial – ‘Adapt.Local.17’ – que sexta-feira, também decorreu em Vilamoura, contando com a presença ativa de vários especialistas nacionais e internacionais nesta temática.

Estes, juntamente com os responsáveis e técnicos autárquicos de todo o país e mais de 180 participantes inscritos neste fórum, abordaram um vasto conjunto de temas-chave, tais como: cenários climáticos mundiais e nacionais que se perspetivam a prazo; instrumentos e métodos para a adaptação; adaptação setorial, nas áreas das florestas, dos recursos hídricos, do turismo e das zonas costeiras; e, experiências inspiradoras a nível internacional.

Deste primeiro seminário nacional sobre as Alterações Climáticas, organizado pela primeira Rede de Municípios para o efeito, conclui-se que é às Cidades que está atribuído o principal papel de implementar medidas de mitigação e adaptação às alterações climáticas, nomeadamente previstas nas Estratégias Nacionais e Estratégias Municipais, pois só com ações práticas e medidas concretas se consegue contribuir para a descarbonização e para a desaceleração do aquecimento global terrestre. É através da gestão eficiente de recursos e pela autonomia que as autarquias têm que se consegue apresentar soluções locais para um problema global.

O encerramento deste primeiro seminário nacional da adaptação local às alterações climáticas contou com a presença do secretário de estado do Ambiente, Carlos Martins, e da diretora-geral do território, Fernanda do Carmo.