É inaugurado esta quinta-feira, no GuimarãesShopping, o Tempo 2 da exposição de fotografia da Associação Muralha, “Verde a Preto e Branco”, que conta com o apoio do Laboratório da Paisagem de Guimarães.

O “Verde a Preto e Branco” é uma exposição da Colecção de Fotografia da Muralha (CFM) para o ano de 2017. De entre os 5646 clichês fotográficos foram selecionadas e estudadas algumas imagens e produzidos os textos que enquadram o propósito da exposição. As imagens dialogam connosco através da paisagem de Guimarães, dos seus locais emblemáticos nas primeiras décadas do século XX, do desenvolvimento do espaço urbano e da ligação desse mesmo espaço público aos elementos, da relação do homem com a natureza que o envolve e que ele vai moldando ao longo do tempo. Nas imagens da exposição revelar-se-á a tensão entre o crescimento urbano e o espaço natural pré-existente, entre os lugares emblemáticos e a integração de uma flora citadina nesses mesmos locais, o condicionamento da cidade e das vilas de Guimarães às noções de estética próprias de cada tempo. Algumas das quais ainda hoje perduram.

O Tempo 2 desta exposição, que se inaugura esta quinta-feira, 25 julho no GuimarãeShopping  pelas 18h00, está integrado nas Festas Gualterianas e constitui a exposição central, donde as outras exposições partem e à qual regressam, com atividades diferenciadas como visitas guiadas, palestras, concertos, entre outras atividades, até 3 de novembro de 2017.

O Tempo 1 da exposição decorre atualmente na Penha, no Hotel, até 6 de setembro (a inauguração foi a 2 de junho) e tem como objeto as imagens da montanha e das suas intervenções mais emblemáticas ao longo da primeira metade do século XX. A última das exposições (o Tempo 3) terá por tema As Vindimas, tendo particular enfoque nas imagens das vinhas de enforcado e da particularidade do trabalho que elas convocam e decorrerá no Laboratório da Paisagem, entre 8 de setembro e 3 de novembro.

O “Verde a Preto e Branco” resulta de uma parceria entre a Muralha, associação de Guimarães para a Defesa do Património com o Cineclube de Guimarães, com o apoio do GuimarãeShopping, da Câmara Municipal de Guimarães, da Irmandade da Penha, do Laboratório da Paisagem e do Museu de Alberto Sampaio.

As imagens imagens mais antigas de “Verde a Preto e Branco” datam do final do século XIX e atravessam as primeiras décadas do século XX sendo parte integrante da CFM. A autoria da maior parte das imagens atribui-se ao fotógrafo Domingos Alves Machado (1882-1957), proprietário das primeiras casas fotográficas em Guimarães – a Foto Moderna e a sua antecessora Foto Elétrica Moderna – e envolveram em um cuidado projeto de digitalização de suportes fotográficos antigos, os negativos, compostos por clichês fotográficos em que o vidro é o suporte de uma película composta por uma gelatina própria com brometo de prata que é fotossensibilizado no processo de fotografia, bem como um estudo contínuo de datação e identificação de pessoas e factos. A equipa responsável pela exposição foi constituída por Alexandra Xavier, Manuel Miranda Fernandes, Miguel Oliveira, Nuno Vieira e Rui Vítor Costa. Os textos são de Maria José Meireles, António José Oliveira, Manuel Miranda Fernandes e António Amaro das Neves.