Incentivar a mobilidade pedonal em meio urbano e contribuir para a redução dos movimentos pendulares com recurso a veículos poluentes. É este o principal objetivo do Metrominuto Guimarães apresentado esta quinta-feira, 25 de novembro, pelo Laboratório da Paisagem e pela Câmara Municipal de Guimarães.

Esta é uma das iniciativas do projeto Limp.Ar, financiado pelo Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente e Ação Climática, que permite aos vimaranenses e aos visitantes conferir o tempo que se demora a percorrer, a pé, mais de meia centena de locais de interesse de Guimarães, entre zonas verdes, pontos turísticos ou serviços.

Na apresentação, a vereadora do ambiente da Câmara Municipal de Guimarães, Sofia Ferreira, destacou “o papel importante dos alunos de duas escolas profissionais de Guimarães” (CISAVE e CENATEX), que ajudaram na criação do mapa, em “mais um exemplo do modelo de governança de Guimarães, assente na participação de todos”.

Para além desta vertente participativa e de cocriação, o Metrominuto Guimarães foi ainda resultado do estudo base realizado por Eduardo Almendra no âmbito da Licenciatura em Gestão Pública “A Rua para o Cidadão: Caso de Estudo de Guimarães”, o que motivou também a presença nesta sessão de apresentação de uma turma do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA).

Carlos Ribeiro, diretor executivo do Laboratório da Paisagem, reforçou a importância deste instrumento como “mais uma estratégia urbana para promover a saúde e incutir novos hábitos de mobilidade na população, estando em linha com os objetivos do projeto Limp.AR, “a promoção da melhoria da qualidade do ar em ambiente urbano e a mitigação do ruído provocado pelos movimentos pendulares”. 

O Metrominuto foi criado em 2011 em Pontevedra (Espanha), pretende eliminar o tráfego excessivo de automóveis nas zonas centrais das cidades e incentivar ao bom hábito de caminhar, proporcionando assim uma melhoria da qualidade do ar na cidade e, inerentemente, da qualidade de vida.

Refira-se que o Metrominuto Guimarães tem a particularidade de ser inclusivo, uma vez que incorpora o sistema “ColorAdd”, de identificação de cores para daltónicos, problema que afeta cerca de 10% da população mundial.