O Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, reuniu os líderes das bancadas parlamentares da Assembleia Municipal para a apresentação das novas linhas gerais da candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia, que será submetida no primeiro trimestre deste ano. A última candidatura “foi muito consensual e ficamos à frente de muitas cidades, mas houve alguns indicadores que precisamos de melhorar, e foi o que fizemos”. O edil vimaranense identificou a participação da comunidade como um fator decisivo e demonstrou a sua vontade em ter uma “candidatura convergente em substância”, reconhecendo o desafio de mudar comportamentos.

A Adelina Pinto, vereadora responsável pela candidatura a Capital Verde Europeia, a abrir a sessão, fez o ponto de situação do andamento dos trabalhos. “A candidatura a Capital Verde Europeia está em pleno andamento. Efetuámos um trabalho de recolha de dados e, desde a última candidatura, a equipa tem seguido uma rota estratégica para se preparar para este desafio competitivo. No entanto, ainda não se sabe quais as cidades que se vão apresentar como concorrentes na corrida pelo título de CVE 25, mas sabemos que estamos focados nos nossos objetivos”, disse.

Isabel Loureiro, coordenadora da Estrutura de Missão Guimarães 2030, que compreende uma equipa de redação multidisciplinar que é responsável pela elaboração da próxima candidatura a Capital Verde Europeia, evidenciou como aspeto positivo desta candidatura, o estabelecimento de diferentes nexos de análise entre as áreas de indicadores, bem como a integração do conhecimento técnico e científico como uma mais-valia para a produção de informação. Salientou, ainda, o efeito multiplicador e a forte proximidade à comunidade como grandes vantagens desta nova candidatura, ressalvando o trabalho de educação ambiental que está a ser desenvolvido nas escolas, nomeadamente a importância do programa PEGADAS, “enquanto instrumento facilitador da implementação de estratégias de sensibilização e educação nas diferentes áreas de indicadores”.

Carlos Ribeiro, diretor executivo do Laboratório da Paisagem, enalteceu a capacidade que Guimarães tem hoje na monitorização do desempenho dos diferentes indicadores, identificando ainda a maior capacidade do município e das entidades parceiras, na recolha e produção de dados. Para o diretor executivo “existe uma evolução positiva, mas estamos conscientes que temos muitos desafios pela frente”.

Para o Presidente da Câmara Municipal, “este é um trabalho coletivo, de comunidade. Queremos atingir a neutralidade climática em 2030, é esse o nosso objetivo”.

Relativamente às mudanças no território que impulsionam esta nova candidatura, os intervenientes deram a conhecer alguns dos projetos que integrarão as diferentes áreas de indicadores, sublinhando que a equipa responsável pela redação da candidatura, está ainda a processar a informação existente. Relembre-se que a equipa que integra a redação da Candidatura a Capital Verde Europeia é composta por técnicos municipais e investigadores, nas diversas áreas avaliadas: mobilidade, uso do solo, água, natureza e biodiversidade, qualidade do ar, ruído, resíduos e economia circular, energia, alterações climáticas: mitigação e adaptação, eco inovação e governança.