Ao longo de dois dias, técnicos municipais de vários pontos do país, investigadores e alunos de diversas universidades reúnem-se no Laboratório da Paisagem, em Guimarães, para participarem no Workshop Ibero Brasileiro sobre Áreas Protegidas. Trata-se de uma organização do Laboratório da Paisagem e da Câmara Municipal de Guimarães com a Universidade Federal de Santa Maria, do Brasil, a Universidade do Minho e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Criar um diálogo crítico, atual e ilustrativo, onde serão apresentados casos práticos de Portugal, Brasil e Espanha, bem como participativo em torno da gestão, valorização e promoção das áreas protegidas, são os objetivos deste workshop. O encontro terá igualmente uma ação formativa, que permitirá aos participantes explorar diferentes soluções em contexto europeu e nacional e partilhar exemplos de boas práticas aplicadas a nível local. A gestão de áreas protegidas, as oportunidades para a Conservação de Áreas Protegidas e as ferramentas de Promoção e Valorização de Áreas Protegidas são alguns dos temas que serão abordados nos dois dias de trabalhos.

Na sessão de abertura, a vice-presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Adelina Pinto, reiterou a vontade do Município “continuar a ser percursor no caminho da sustentabilidade ambiental”, dando como exemplo o trabalho desenvolvido no Laboratório da Paisagem. “A ligação desta instituição com as universidades tem sido crucial no caminho que Guimarães tem feito nos últimos anos. O Laboratório da Paisagem é um lugar onde nasce, se cria e dissemina a educação ambiental”.

Paulo Cruz, vice-presidente do Laboratório da Paisagem e pró-reitor da Universidade do Minho, referiu que “a sustentabilidade representa uma marca estratégica da Universidade do Minho e também do Laboratório da Paisagem, duas instituições de referência na partilha destes valores”, salientando igualmente a importância deste workshop, no Dia Mundial da Biodiversidade.

Rui Cortes, em representação Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, vincou “a abrangência desta temática”, bem como “o carácter original do workshop, numa experiência que junta Portugal, Espanha e Brasil. É uma oportunidade muito boa para todos os participantes conhecerem as diversas realidades e aprenderem entre todos. Não se pode dissociar a gestão das áreas protegidas dos municípios e por isso fico feliz com esta iniciativa, pois é importante juntarmos técnicos, autarcas e investigadores”, referiu.

Também João Carlos Farinha, em representação do Conselho Diretivo do ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, referiu na sessão de abertura a “singularidade deste workshop”.

Ricardo Nogueira Martins, investigador em Geografia do Laboratório da Paisagem e em representação da Comissão Organizadora do workshop considerou “estruturante e muito positivo este primeiro diálogo ibero brasileiro, auspiciando que novas edições sejam rotina e que as redes de contacto estabelecidas possam continuar as discussões realizadas em Guimarães”.

Esta quinta-feira, 23 de maio, o Workshop Ibero Brasileiro sobre Áreas Protegidas prossegue com uma visita técnica à Montanha da Penha, indicando os esforços e boas práticas para a promoção da proposta de Classificação de Área Protegida de âmbito local em Guimarães.