Casa da Ribeira

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Conjunto arbóreo

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Nomes científicos: Sequoia sempervirens; Pinus strobus; Cedrus deodara; Liriodendron tulipifera; Liquidambar styraciflua; Cupressus lusitanica; Fagus sylvatica; Quercus robur
Nomes comuns: Sequóia-vermelha; Pinheiro-de-weymouth; Cedro-do-himalaia; Tulipeiro-da-virgínia; Liquidâmbar; Cedro-do-buçaco; Faia; Carvalho-roble.
Localização: Casa da Ribeira, Ponte, Guimarães
Coordenadas GPS: Latitude: 41°28’24.9″N – Longitude: 8°20’24.5″W
Última medição: 2020
Idades: Espécies com cerca de 100 anos
Descrição: Conjunto arbóreo

Interesse histórico ou paisagístico: Localiza-se numa mata de recreio, que circunda uma casa senhorial – Casa da Ribeira – construída ao estilo de finais do séc. XIX e início do séc. XX, onde existia o gosto pelo colecionismo de plantas oriundas do oriente e do continente americano.

Sequóia-vermelha
Sequoia sempervirens

Nativa na costa oeste da América do Norte, esta espécie reivindica o título de campeã em altura do reino vegetal, podendo superar 100 m no seu habitat natural. Em Portugal é cultivada como ornamental, em parques e jardins. Consegue viver mais de 1000 anos e tem folhas persistentes. Nos locais onde são naturais criam florestas denominadas de “Redwoods” devido à coloração castanho-avermelhada do seu tronco.

Pinheiro-de-weymouth
Pinus strobus

Originárias do Novo Mundo, distribuem-se ao longo do Canadá e América do Norte, tornando-se alóctone em Portugal. Conífera bastante grande podendo atingir os 70 m de altura, com folha persistente, em forma de agulha bastante longa e flexível (até 13 cm) de cor verde-azulada. Também é conhecido como Pinheiro-branco.

Cedro-do-himalaia
Cedrus deodara

Proveniente dos Himalaias, desde o Paquistão até ao Nepal, foi trazida para Portugal como árvore ornamental. Conífera com folha persistente em forma de agulha, com grande densidade de folhas por ramo. Árvore bastante grande, podendo atingir os 60 m de altura. O seu nome deriva do sânscrito “devadara”, que significa madeira dos deuses.

Tulipeiro-da-virgínia
Liriodendron tulipífera

Espécie oriunda do leste da América do Norte, com flores vistosas, que sugerem tulipas, e folhas de silhueta original. Árvore caducifólia, de grande porte, podendo atingir os 50 m de altura. A floração ocorre entre abril e junho, dando origem a flores melíferas, de extrema importância para os polinizadores.

Liquidâmbar
Liquidambar styraciflua

Espécie proveniente dos Estados Unidos e regiões montanhosas do México e América Central. Trazida para Portugal como árvore ornamental. Espécie caducifólia, de porte médio, atingindo os 30 m de altura. Tem folhas em forma de estrela, aromáticas, que no outono ganham diversas cores, desde o amarelo, laranja e vermelho. O seu nome deriva da seiva que apresenta uma coloração âmbar.

Cipreste-portugês
Cupressus lusitanica

Nativo do México, foi introduzido em Portugal na mata do Buçaco, no séc. XVII, tendo sido difundido como árvore ornamental. O seu nome botânico resultou de um equívoco sobre a sua origem. Árvore de folha persistente, podendo atingir os 30 m de altura e as suas folhas, reduzidas a escamas, revestem a extremidade dos ramos. Utilizada para a produção de lenha de boa qualidade.

Faia
Fagus sylvatica

Nativa de Portugal e da Europa é uma espécie caducifólia de grande porte, podendo atingir os 40 m de altura. Apresenta grande longevidade podendo viver até aos 300 anos. Tem inflorescência entre abril e junho e dá uns frutos semelhantes a castanhas, muito apreciados pela fauna selvagem. A madeira é muito utilizada em marcenaria e tem uma cor branca-amarelada, que passa a vermelho após o corte.

Carvalho-alvarinho
Quercus robur

Árvore robusta, de grande longevidade, podendo viver mais de 100 anos. Predominou, ancestralmente, nas florestas do norte e centro de Portugal, sendo uma espécie autóctone, de folha caduca. Pode atingir os 30 a 40 m de altura, com uma copa bastante ampla. A floração ocorre entre abril e maio e o seu fruto é a bolota.