Jardim Do Mosteiro de santa marinha da costa

Costa

Conjunto arbóreo

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Nomes científicos: Quercus robur; Quercus rubra; Castanea sativa; Cedrus atlantica; Cupressus lusitanica; Eucalyptus globulus
Nomes comuns: Carvalho-alvarinho; Carvalho-vermelho; Castanheiro; Cedro-do-atlas; Cipestre-português; Eucalipto-comum
Localização: Pousada Mosteiro de Guimarães, Costa, Guimarães
Coordenadas GPS: Latitude: 41° 26´31.18″ N – Longitude: 8° 16´31.77″ W
Última medição: 2006
Idades: Espécies com cerca de 290 anos
Descrição: Conjunto arbóreo

Interesse histórico ou paisagístico: Encontra-se num parque com 3ha, pertencente ao antigo Mosteiro de Santa Marinha da Costa, que inclui um interessante jardim do séc. XVIII.
O jardim é formal, com desenhos geométricos, de conceção vernácula, relacionando-se o seu desenho com a geometria do edifício. Verifica-se assim uma complementaridade entre ambos, evidenciando uma harmonia estilística. O escadório incorporando num dos seus patamares, revela um grande tanque circular, com cerca de 10 m de largura. O patamar superior, no topo do escadório, corresponde ao local onde se encontrava edificada a Capela do Santo Cristo.

Carvalho-alvarinho
Quercus robur

Árvore robusta, de grande longevidade, podendo viver mais de 100 anos. Predominou, ancestralmente, nas florestas do norte e centro de Portugal, sendo uma espécie autóctone, de folha caduca. Pode atingir os 30 a 40 m de altura, com uma copa bastante ampla. A floração ocorre entre abril e maio e o seu fruto é a bolota.

Carvalho-vermelho
Quercus rubra

Nativo do leste da América do Norte, foi introduzido em Portugal pela qualidade da sua madeira. É cultivado em parques e jardins pelo efeito outonal da sua folhagem tingida de vermelho. Árvore de folha caduca, com cerca de 20 a 30 m de altura, podendo atingir os 200 a 250 anos. 

Castanheiro
Castanea sativa

Nativo em Portugal, é uma espécie de origem mediterrânica. Árvore caducifólia, que pode atingir os 30 m de altura, com uma grande longevidade que pode chegar aos 1000 anos. O seu fruto é a castanha que pode ser consumida ou transformada em farinha, açúcar ou álcool.

Cedro-do-atlas
Cedrus atlantica

Oriundo da cordilheira do Atlas, em Marrocos e na Argélia, foi introduzido como árvore ornamental nos parques e jardins ibéricos. As folhas são agulhas curtas e as pinhas desfazem-se quando maduras. Árvore de folha persistente, que pode atingir os 40 a 50 m de altura e pode viver até aos 700 anos.

Cipreste-portugês
Cupressus lusitanica

Nativo do México, foi introduzido em Portugal na mata do Buçaco, no séc. XVII, tendo sido difundido como árvore ornamental. O seu nome botânico resultou de um equívoco sobre a sua origem. Árvore de folha persistente, podendo atingir os 30 m de altura. As folhas, reduzidas a escamas, revestem a extremidade dos ramos. Utilizada para a produção de lenha de boa qualidade.

Eucalipto-comum
Eucalyptus globulus

O gigante austral que conquistou Portugal é nativo da Tasmânia, tendo chegado à Europa no início do séc. XIX. As folhas adultas diferem das juvenis e a casca desprende-se do tronco em longas tiras. Árvore de folha persistente, que pode atingir os 90 m de altura, tem interesse industrial devido à sua madeira, mas também para a apicultura devido à sua floração precoce, para a produção de um mel típico.