O Município de Guimarães, através de um projeto do Laboratório da Paisagem, volta a inovar na higiene urbana. Depois das estruturas para minimizar o problema das pontas de cigarro e das pastilhas elásticas no chão – com o EcoPontas e Papa-Chicletes -, chegou a vez dos dejetos dos animais, com o WCão.

As peças de mobiliário WCão (Park e Urban) foram apresentadas esta manhã, numa cerimónia que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, da Vereadora do Ambiente do município, Sofia Ferreira e do Presidente do Laboratório da Paisagem, Jorge Cristino. Os responsáveis da Vimágua e do CVR – Centro para a Valorização de Resíduos, parceiros na concretização deste projeto, também marcaram presença.

O WCão, que nasceu no âmbito do Projeto de Resíduos e Higiene Urbana, integrado na estratégia G4CE – Guimarães para a Economia Circular, tem uma missão principal: receber os dejetos dos animais de quatro patas. Para isso ambas as estruturas disponibilizam sacos biodegradáveis para os utilizadores.

O WCão park, desenhado para os espaços verdes, tem igualmente incorporadas algumas inovações. Nuno Silva, investigador em Hidráulica e Ambiente do Laboratório da Paisagem, e responsável pela conceção do projeto, referiu na apresentação a que a estrutura de maiores dimensões, que já está instalada no Parque da Cidade de Guimarães, “incorpora o conceito de coberturas verdes, promovendo a biodiversidade e o aproveitamento da água das chuvas, com um bebedouro para animais. Promove igualmente a economia circular, uma vez que a filtração da água é feita com recurso a esferas de argila, geotêxtil e carvão ativado, recorrendo à valorização de pontas de cigarro. O mesmo material é utilizado para diminuir ao máximo os odores da acumulação dos dejetos dos animais.
Com “um design mais simples”, o WCÃO urban foi pensado para as zonas mais urbanas, como praças e ruas do centro da cidade de Guimarães e contempla apenas a recolha dos dejetos.

O Presidente do Município de Guimarães, Domingos Bragança, destacou que a autarquia “está a responder a uma necessidade. Quem gosta de passear com os seus cães terá a possibilidade de o fazer normalmente, com todas as condições sem pôr em causa a saúde e a higiene pública”.

A Vereadora do Ambiente, Sofia Ferreira, lembrou que “por si só os equipamentos não chegam. É necessária a colaboração das pessoas. Este é um esforço comum do Município, para se tornar Guimarães ainda mais sustentável e mais amiga do ambiente”.

Jorge Cristino, Presidente do Laboratório da Paisagem enfatizou o facto deste ser mais um projeto inovador desta instituição. “Queríamos que o WCão fosse diferente, que não fosse apenas um dispensário, uma prateleira normal, que apelasse à participação e à sensibilização da comunidade. O WCão tem incorporado toda uma componente de economia circular, desde logo o aproveitamento das águas das chuvas, em que para além de ser um vazador do próprio dejeto animal é também um bebedouro para os cães, que aproveita não só a água da chuva como também a filtração dessa mesma água, com a incorporação de materiais que advêm das pontas de cigarro”, sublinhou.

Estas duas novas estruturas foram concebidas no âmbito do Projeto de Resíduos e Higiene Urbana, integrado na estratégia G4CE – Guimarães para a Economia Circular.

Na apresentação houve ainda espaço para uma demonstração de obediência da Associação Vimaranense Super Cães, momento que deliciou os alunos da EB1 S. Roque, que no âmbito de um projeto escolar produziram cartazes alertando a população local para o problema dos dejetos dos animais nas ruas.