A sede da junta de freguesia de Castelões, Guimarães, recebeu ontem à noite, 26 de julho, a apresentação pública do projeto “Lagoas e charcas do rio Ave”, resultado de uma candidatura submetida com sucesso pelo Laboratório da Paisagem ao aviso “Educarte: Educar para o Território”, do Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente e da Transição Energética.

Este projeto, com implementação na União de Freguesias de Arosa e Castelões, propõe três medidas essenciais: capacitar; agir e proteger; promover e organizar o futuro. O objetivo é valorizar o território, a zona húmida e a galeria ripícola, concedendo-lhes dessa forma um valor científico.

Na apresentação pública, Ricardo Nogueira Martins, investigador em geografia do Laboratório da Paisagem e responsável pelo projeto, referiu que o objetivo é “envolver ativamente a população de Arosa e Castelões e outros participantes interessados alertando com ações concretas para a importância da preservação da fauna e flora existente nas lagoas e charcas, num dos valores naturais de paisagem mais emblemáticos destas duas localidades”.

José Fernandes da Cruz, Presidente da União das Freguesias de Arosa e Castelões, mostrou-se convicto que apesar do número reduzido de população residente – cerca de 800 -, “os habitantes vão unir-se para ajudar a tornar as lagoas e charcas ainda mais bonitas. Queremos também que as pessoas saibam o ali está, que plantas existem, que répteis e aves ali se podem ver. Estamos todos muito entusiasmados com o projeto”, notou.

Com o financiamento conseguido, o projeto prevê sensibilizar a população local para a mudança e capacitação ambiental com oficinas, ações práticas e workshops. Será igualmente produzido e partilhado um conjunto de novos recursos didáticos e pedagógicos, como guias-práticos, um plano de sustentabilidade e painéis informativos de sensibilização ambiental.

O projeto “Lagoas e charcas do rio Ave” junta vários intervenientes locais, nomeadamente a comunidade escolar, seniores e voluntários ambientais. 

As ações, que começam no imediato, propõe-se cumprir um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 – domínio 15 – “Proteger a Vida Terrestre”, uma vez que as ações propostas visam a conservação e salvaguarda do património natural autóctone existente.