Área definida geograficamente que foi designada, regulada ou administrada a fim de alcançar objetivos específicos de conservação. É esta a tradução literal de área protegida.

Portugal, Espanha e Brasil juntos à mesa para discutir o presente e o futuro das áreas protegidas. O mote, o workshop ibero brasileiro sobre áreas protegidas que decorreu no final de maio em Guimarães.
Especialistas e Participantes de Madrid, Catalunha, Rio de janeiro e do estado de Santa Maria representado pela sua universidade federal e diversos concelhos de Portugal, nomeadamente Torres Vedras, Loulé, Vale de Cambra entre outros, possibilitaram um encontro muito fértil.

Encontro ativamente participado também por diversos elementos do Instituto da conservação da Natureza e das Florestas. Foi deveras muito positivo este primeiro diálogo ibero brasileiro, desejando que novas edições sejam rotina e que as redes de contacto estabelecidas possam continuar as discussões realizadas em Guimarães.

A iniciativa inédita permitiu discutir a gestão de áreas protegidas, a sua Conservação e as ferramentas para a sua Promoção e Valorização num diálogo crítico, atual, ilustrativo uma vez que contou com diversos casos práticos.

Relativamente ao caso português recorde-se que possuímos 47 áreas protegidas entre as de âmbito nacional, regional e local e de âmbito privado correspondendo a 9% do território. No brasil as áreas protegidas ocupam 18% do território com 1871 unidades e em Espanha 13% do território com 1951 espaços naturais protegidos.

No caso português, cabe lembrar o nosso parque nacional, o Parque da Peneda – Gerês que havia de ser formalmente constituído em 1971 possuindo quase setenta mil hectares.,abrangendo 3 distritos, 5 concelhos e 22 freguesias é um exemplo de concertação e um desafio para a gestão articulada deste tipo de áreas com comunidades residentes com fervor identitário.

No decorrer do workshop ocorreu a oportunidade de realizar uma dinâmica de grupo entre todos os elementos o que permitirá a curto prazo, o lançamento de uma publicação fruto da participação e que será também um documento de referência do debate sobre a gestão, conservação e valorização de áreas protegidas.

Através de uma visita técnica à Penha, por último, este encontro, permitiu também reforçar igualmente a vontade já pública do Município de Guimarães de integrar a Montanha da Penha na Rede Nacional de Áreas Protegidas. Uma tarefa atualmente em operação.

Ricardo Nogueira Martins

Laboratório da Paisagem