Oliveira *

Museu de alberto Sampaio

árvore isolada

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Nome científico: Olea europaea
Nome comum: Oliveira-brava; Zambujo; Zambujeiro; Zambuzeiro
Localização: Museu de Alberto Sampaio, UF Oliveira, São Paio e São Sebastião, Guimarães
Coordenadas GPS: Latitude: 41.442859079132425, Longitude: 8.292123699550304 
Última medição: 
Idade: mais de 100 anos

Interesse histórico ou paisagístico: Esta oliveira centenária, com 20 metros de altura, surge no coração do claustro do Museu de Alberto Sampaio, datado do séc XV. Há documentos escritos com referência a esta árvore que datam de 1928 e em 1915 aparece destacada, num trabalho literário de Raúl Brandão, na obra “Húmus”.

A Oliveira

Nome científico: Olea europaea L.
Família: Oleaceae
Género: Olea

Origem: A Oliveira é originária do sul do Cáucaso, das planícies altas do Irão e do litoral mediterrâneo da Síria e Palestina, expandindo-se posteriormente para as restantes zonas do Mediterrâneo.
Habitat: Surgem em zonas de matos, terrenos incultos ou zonas rupícolas, adaptando-se a quase todos os tipos de solos. Tolera muito bem o calor, mas é sensível às geadas.

Características: É uma espécie que surge espontaneamente no nosso território. Árvore perenifólia que pode atingir até 15 m de altura, de copa arredondada e tronco grosso, tortuoso e retorcido, nos indivíduos velhos, que pode atingir os 200 cm de diâmetro. Apresenta um crescimento muito lento e uma grande longevidade, podendo viver mais de 2 mil anos. As folhas apresentam um formato lanceolado estreito a elíptico, com uma tonalidade verde-acinzentado na página superior e prateado na página inferior devido a uma densa cobertura de pelos escamiformes. As flores são pequenas, de cor branca, com 4 pétalas estreladas e soldadas na base, formando pequenos cachos na axila das folhas. O fruto é uma drupa, conhecido por azeitona e comestível.

Floração: maio – julho

Aplicações: Espécie extensamente cultivada, pelo elevado interesse alimentar, quer das azeitonas, quer do azeite. A produção do azeite é o valor por excelência das oliveiras com utilizações muito diversas, na culinária, como combustível para a luz, para utilizações medicinais, como cosmético, relaxante, etc. As folhas são também usadas em chás medicinais. A madeira é de elevada resistência e quando polida adquire um bonito brilho. Presta-se de forma notável para a marcenaria, tornearia e ornamentos esculpidos ou esculturas. É igualmente usada na fabricação de pequenos utensílios domésticos, como pratos, travessas e outros objetos do quotidiano. É uma espécie muito apreciada como ornamental em praças, jardins e propriedades privadas e também para execução de bonsais.

Curiosidades: Outrora o azeite servia para a preparação dos mortos protegendo o seu corpo. O azeite é também muito utilizado na indústria cosmética como um poderoso hidratante e na medicina alternativa pelas supostas propriedades anticancerígenas. De forma simbólica o ramo de oliveira está associado à abundância, glória, paz e purificação.

Outras características: Cerca de 97% das 850 milhões de oliveiras identificadas no mundo encontram-se na região do Mediterrâneo. Em Portugal, a oliveira é tradicionalmente cultivada no centro e no sul, assim como no vale do Douro. Contudo, os maiores olivais concentram-se a sul do Tejo.

 

* A aguardar publicação do despacho de Classificação em Diário de República